domingo, 15 de julho de 2012

Voo JJ 3054

Terça feira dia 17, será inaugurada uma praça no local onde há 5 anos ocorreu o acidente que vitimou 199 pessoas, o maior acidente já registrado até hoje no Brasil.
Acho justo e bem vindo a ideia, porém como já sabemos vai ficar só nisso. Qualquer pessoa que tenha o mínimo de conhecimento sabe que um acidente aéreo deriva não de uma causa, mas do somatório de diversos erros que culminam na tragédia, quem tiver dúvidas basta ler a sessão Blackboxes do site http://www.jetsite.com.br
No caso deste acidente fica evidente falhas do poder público, o mesmo que está inaugurando a praça, falhas que deveriam ser severamente punidas, mas como aqui é Brasil, nada acontece, basta passar pela Av. dos Bandeirantes e lá está o prédio construído a poucos metros da cabeceira da pita, ou seja, o exemplo de incompetência do poder público ou seria de corrupção, propinas e falcatruas que rondam as administrações públicas em todas as suas esferas. Nada foi feito, até agora e o prédio está lá e já foi dito por um cem números de especialistas em aviação e pelos próprios comandantes de aeronaves que ele representa um perigo na aproximação da pista. Mas nada é feito, estão esperando o que? Outra tragédia para demolirem e depois construir ali a próxima praça ou monumento?


Não adianta porém colocar a culpa só no poder público, nós cidadãos, eleitores e viajantes também temos nossa parcela de culpa, primeiro por não exigir uma solução para o caso, com investigação minuciosa e eventual punição dos envolvidos e o mais importantes ações para que nunca mais se repita o erro. Já diz o ditado que persistir ao erro é burrice. Outro fato muito comentado a época era a questão de fechar o aeroporto, uma vez que a região esta densamente habitada, mas quando o aeroporto ali se instalou aquilo era deserto e as pessoas foram habitando e tomando conta inclusive das cabeceiras, tudo com conivência do poder público. Então a população tem sim sua parcela de culpa. Imaginem que naquele dia do acidente se o comandante tomasse a decisão de pousar em Guarulhos ou até mesmo Viracopos alegando insegurança em realizar o pouso em Congonhas, mesmo sabendo que outras aeronaves passaram o dia pousando ali. Ele seria demitido e a Tam seria alvo de inúmeros processos, sabe porque? Nós vivemos a loucura da "falta de tempo" passageiros alegariam que perderam compromissos importantes por causa da decisão absurda do comandante, ou seja, estamos a toda hora colocando nossos interesses frente a razão ao bom senso, e na minha opinião isto é  um fator de risco não só na aviação como em todas as atividades cotidianas. Quem trabalha com prevenção de acidentes em empresas sabe bem disso o costume é o maior desencadeador de acidentes, aquela frase "mas eu sempre fiz assim".


Por isso e por inúmeros outros motivos, acho que a praça deveria pelo menos uma vez por mês promover ciclos de debates e promover ações concretas como por exemplo cobrar uma solução para que seja demolido o prédio que representa perigo as operações do aeroporto, sem isso será só mais uma praça como tantas. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Saudades


Saudades de que?

Não sei, mas acho que de ter.

Nem que seja por um instante.

Mas então é desejo, não saudade.

Que seja, mas prefiro pensar como uma saudade,

Como se já tivesse acontecido, loucuras de meu ser.

Sei que não terei, além de meus pensamentos.

Então morro de saudades daquilo que nem tive.

E sofro calado como um vulcão adormecido,
Por dentro, borbulhando e calado, uma pressão reprimida, um fogo que queima somente em mim e me destrói aos poucos, e aos poucos me congela por fora, para que ninguém sinta o calor, para que ninguém me ouça.

Trilha:

Ópio (zeca baleiro)

Eu não quero ver
Você cuspindo ódio
Eu não quero ver
Você fumando ópio
Prá sarar a dor
Eu não quero ver
Você chorar veneno
Não quero beber
O teu café pequeno
Eu não quero isso
Seja lá o que isso for...

Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo
Acenando tchau...

Não quero medir
A altura do tombo
Nem passar agosto
Esperando setembro
Se bem me lembro
O melhor futuro
Este hoje, escuro
O maior desejo da boca
É o beijo
Eu não quero ter o tédio
Me escorrendo das mãos...

Quero a Guanabara
Quero o rio Nilo
Quero tudo ter
Estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo
Água e sal...

Nada tenho
Vez em quando tudo
Tudo quero
Mais ou menos quanto
Vida, vida
Noves fora zero
Quero viver, quero ouvir
Quero ver...(2x)

Eu não quero ver
Você cuspindo ódio
Eu não quero ver
Você fumando ópio
Prá sarar a dor
Eu não quero ver
Você chorar veneno
Não quero beber
O teu café pequeno
Eu não quero isso
Seja lá o que isso for...

Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo
Acenando tchau...

Não quero medir
A altura do tombo
Nem passar agosto
Esperando setembro
Se bem me lembro
O melhor futuro
Este hoje, escuro
O maior desejo da boca
É o beijo
Eu não quero ter o tédio
Me escorrendo das mãos...

Quero a Guanabara
Quero o rio Nilo
Quero tudo ter
Estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo
Água e sal...

Nada tenho
Vez em quando tudo
Tudo quero
Mais ou menos quanto
Vida, vida
Noves fora zero
Quero viver, quero ouvir
Quero ver
Nada tenho
Vez em quando tudo
Tudo quero
Mais ou menos quanto
Vida, vida
Noves fora zero
Se é assim, quero sim
Acho que vim prá te ver...