Nasci em 1968, ano este que foi até tema de livro do Zuenir Ventura - 1968 o ano que não acabou - o que sei é que minha história começou exatamente em abril deste ano. E desde então tenho visto o mundo ao meu modo particular, sempre fui uma pessoa introspectiva de poucas palavras e muitos, mas muitos pensamentos, não fosse a falta total de interesse e portanto de condições de uma carreira de sucesso, teria feito filosofia, mas os filósofos hoje, se é que existem, morrem de fome. Principalmente aqui em terra tupiniquins pensar não é de interesse da nata que nos comanda, por motivos óbvios, haja visto a quantidade de escolas técnicas espalhadas por ai, o que importa aos nossos digníssimos comandantes é formar cidadãos trabalhadores e obedientes, pensar deixa para poucos, assim fica fácil a manipulação. Claro que os nossos Filósofos também ajudaram, pois a maioria deles ao chegarem ao poder, sucumbiram, esqueceram e queimaram seus livros e teorias, simples assim, e o que restou aos que ainda "quixotescamente", como eu, procuram pensar um pouco, restou a indignação, nada mais.
Música incidental:
Jeito de Viver
Sá e Guarabyra
Eu ainda sou
Aquele sonhador
Desculpe se o que eu sinto
É muito antigo
Desculpe o que eu fizer
É por amor
Eu ainda vivo
No mundo da lua
Fazendo planos simples pro futuro
Eu na verdade
Sou um menestrel medieval
Assombrado com imagens de televisão
Assustado pelas coisas que acontecem
Dentro do meu coração
Por isso eu penso
Que essas coisas
Não deviam ser
Como elas são
Eu ainda estou
Querendo descobrir
Um jeito de mostrar meu sentimento
Um jeito claro e simples de viver
Sem precisar fingir
Eu na verdade
Sou um menestrel medieval
Assombrado com imagens de televisão
Assustado pelas coisas que acontecem
Dentro do meu coração
Por isso eu penso
Que essas coisas
Não deviam ser
Como elas são...
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